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Dicas de Fim de ano – Vai viajar?

​Campanha realizada pelo Irmão Animal, focando a conscientização e cuidados especiais nesta época.

Dog-Travel

Viagem de fim de ano, devo levar ou não meu pet?

Muito relativo, diz a veterinária Bruna Ferreira, depende se a pessoa irá viajar de carro ou avião e, depende, principalmente, da raça do cachorro. Por exemplo, se ela tiver um Pug e for viajar de carro, e a viagem for longa, não é recomendado que leve o cachorro, pois por ele ser braquicefálico​ (
raças com o focinho achatado​)​ , tem alterações anatômicas que dificultam a respiração dele, ​porque ​

tem mais dificuldades de respirar do que um cachorro dolicocefálico (com o focinho mais alongado), pois a temperatura deles é regulada principalmente por meio da respiração, não têm glândulas sudoríparas como a gente, então é principalmente pela respiração que eles mantêm uma temperatura estável.

Esse cachorro (Pug) já tem uma dificuldade na conformação anatômica, que já leva a problemas respiratórios, e se a pessoa submetê-lo a uma temperatura alta, a um carro e a estresse, por um tempo prolongado, pode ​levá-lo​ até a óbito, pois o cachorro pode passar mal e apresentar edema pulmonar. Porém, se for um cachorro que não fica sozinho ou que fica doente sem o dono, a pessoa pode tentar viajar à noite, quando a temperatura está mais amena, deixar o ar condicionado do carro ligado o tempo todo, fazer paradas com frequência, para que o animal possa tomar um ar, desestressar, urinar e defecar.

Essas recomendações são para todos os cachorros. Se o cachorro for muito agitado, o veterinário pode dar uma medicação com efeito tranquilizante, para que ele viaje mais calmo ou,​ até​,​durma durante o percurso.

Nas viagens de avião, algumas companhias aceitam cachorros, desde que o peso do animal, somado ao peso da caixa de transporte, não ultrapasse 10 kg, porém o dono pagará à parte por esse transporte. Se o cachorro não puder ser transportado na cabine, pode ser muito complicado também, pois neste caso os animais são colocados em um compartimento que não é muito arejado, o que pode fazer com que o animal passe mal. É importante tomar muito cuidado. Dependendo da raça não é recomendado levar o animal, existem inclusive hotéis específicos para cães.


Quais os cuidados que amenizam os traumas dos fogos?

​Colocar algodão no ouvido dos animais é uma alternativa boa para evitar esse tipo de trauma, porém é preciso que seja um chumaço grande e que esteja bem posicionado, o que vai amenizar o barulho e deixá-lo menos nervoso. Porém existem casos em que é necessária uma medicação tranquilizante, para que o animal possa dormir e não passe mal, pois existem animais que já apresentam problemas de saúde como, por exemplo, problemas cardíacos, que podem ser ​agravados
com os fogos. É importante deixar o animal em um ambiente que ele se sinta mais seguro, como embaixo da cama ou atrás do sofá, para que ele não fique estressado. Se o algodão não for suficiente para acalmar o animal, é necessário levá-lo ​a um veterinário​,​ para que avalie a necessidade de uma medicação tranquilizante, bem como a dose para o animal.


Ceia na mesa, o que meu pet não pode comer

Nada. Ele não pode comer nada da ceia. Muitas vezes as pessoas acreditam que dar frutas para o animais não pode trazer problemas, porém isso é um engano. A uva que é muito comum na ceia de natal é um alimento que pode ocasionar a insuficiência renal. Então, ela é uma das frutas proibidas. O panetone também não deve ser dado, pois os cães não contam com uma enzima chamada Amilase Salivar, que ajuda na digestão do carboidrato, do pão. Então, se damos isso para eles, o alimento vai dificultar a digestão, e eles podem passar mal. O peru também não é indicado, pois tem muito tempero e é gorduroso, o que pode ocasionar uma gastroenterite ( inflamação aguda que compromete os órgãos do sistema gastrointestinal). Portanto, na ceia de Natal não é recomendado que ele coma nada. O proprietário do animal pode enganá-lo, dando algum biscoito próprio para o animal, que já faça parte da dieta dele.

CRÉDITOS:
Irmão Animal
Bruna Ferreira
Médica Veterinária pós graduada em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais.

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